Representantes de diferentes segmentos do mercado de combustíveis divulgaram nesta sexta-feira (20) um posicionamento conjunto alertando para o risco de desabastecimento de diesel no país. No documento, as instituições pedem que o governo federal adote medidas adicionais para garantir o equilíbrio da oferta e evitar impactos mais graves na economia.
A manifestação reúne entidades que representam postos, distribuidoras, refinarias e importadores, indicando uma preocupação generalizada em toda a cadeia de abastecimento. Segundo o setor, embora iniciativas recentes do governo tenham buscado conter a alta dos preços, os efeitos práticos ainda são considerados limitados no dia a dia do consumidor.
Impacto limitado das medidas
Na avaliação das associações, políticas como redução de impostos e subsídios ajudam a aliviar custos, mas não chegam de forma integral ao valor final pago nas bombas. Isso ocorre porque os incentivos incidem sobre o chamado diesel “A” (puro), enquanto o consumidor utiliza o diesel “B”, que contém mistura obrigatória de biodiesel.
Além disso, o setor aponta que reajustes recentes e negociações no mercado têm mantido os preços pressionados, o que dificulta uma queda consistente para o consumidor final.
Risco na cadeia de abastecimento
Outro ponto de atenção destacado é a dependência de importações e da atuação de refinarias privadas. Segundo as entidades, se houver desalinhamento entre os preços praticados no Brasil e o mercado internacional, empresas podem reduzir a oferta, aumentando o risco de escassez em algumas regiões.
O cenário é agravado pela alta do petróleo no mercado global, o que impacta diretamente toda a cadeia de combustíveis — desde a produção até a distribuição.
Possíveis impactos na economia
Caso o abastecimento seja comprometido, os reflexos podem atingir diversos setores, especialmente o transporte de cargas, altamente dependente do diesel. Isso pode resultar em aumento no custo do frete, pressão sobre os preços de alimentos e produtos industriais, além de impactos em serviços essenciais.
Diante desse contexto, as entidades reforçam a necessidade de ações rápidas por parte do governo para evitar um agravamento da situação e garantir a normalidade no fornecimento do combustível em todo o país.

